DuckDB alerta para persistência quebrada no navegador, e LinkedIn organiza procedimentos para agentes

Revista sobre DuckDB-Wasm mostra uma pasta vazia e alerta para falha de persistência na versão 1.33.1-dev57.0.

DuckDB aponta versão que cria o arquivo, mas não guarda os dados

O DuckDB publicou em 18 de setembro um guia para manter bancos analíticos no navegador. Logo ali tem uma armadilha: a versão 1.33.1-dev57.0 do DuckDB-Wasm cria arquivos sem gravar o conteúdo. Você vê o arquivo e acha que salvou. O banco entregou a embalagem.

DuckDB é um banco SQL voltado a análises; a edição Wasm roda dentro do navegador. Para os dados sobreviverem a recargas e reinícios, o guia usa o OPFS, armazenamento privado de cada origem do site, em vez de deixar o banco só na memória.

Na versão com problema, o caminho perde uma barra: opfs:// vira opfs:/. Os autores testaram 1.32.0 e 1.33.1-dev64.0 funcionando e recomendam fixar a 1.32.0 ou usar uma versão de desenvolvimento corrigida.

Depois de lotes de escrita, a orientação é executar CHECKPOINT para gravar os dados no arquivo principal do banco. Dá para reaproveitar as análises locais depois de um F5 ou reinício, mas o navegador ainda pode remover esse armazenamento, inclusive numa limpeza. Para backup, mantenha uma cópia de referência fora dali.

Fonte: guia de engenharia do DuckDB.

LinkedIn entrega procedimentos ao agente conforme a tarefa

Ajay Prakash explicou, numa apresentação publicada pela InfoQ em 19 de setembro, como o LinkedIn fornece procedimentos reutilizáveis aos agentes. São os playbooks: instruções para executar uma tarefa, com comandos, dependências, diagnóstico e verificação. O caminho das pedras do repositório, organizado para consulta.

Cada playbook tem nome, descrição e instruções, e pode apontar para procedimentos menores. O agente carrega os trechos relevantes aos poucos. Você pede uma tarefa específica e ele recebe o que precisa, sem levar o manual da empresa inteiro de brinde.

Segundo Prakash, um servidor local reúne os procedimentos do repositório e de uma coleção central. A conexão usa MCP, protocolo para integrar ferramentas e conteúdo aos agentes. Descobrir o que existe, consultar os parâmetros e executar são etapas separadas, evitando despejar todo o catálogo no contexto de uma vez.

No exemplo de resposta a incidentes, uma pessoa confirma e verifica antes da mitigação. Ferramentas passam pela revisão de segurança; playbooks, por revisão de código. Se você seguir esse desenho relatado pelo LinkedIn, revisar as instruções entra no trabalho junto com a automação.

Fonte: apresentação de Ajay Prakash na InfoQ.

Postgres pode planejar dois workers e executar sem nenhum

Christophe Pettus mostrou em 19 de setembro uma consulta PostgreSQL com dois processos auxiliares planejados e nenhum iniciado. Ontem falamos dos limites na criação de índices. Agora, a investigação mostra a diferença entre planejar uma consulta paralela e ter os recursos na hora de executá-la.

O parâmetro max_parallel_workers_per_gather limita quantos auxiliares o planejador pede por nó Gather, que reúne o trabalho paralelo. Já max_parallel_workers é conferido ao iniciar esses processos. O planejador não consulta esse segundo limite.

No experimento, zerar max_parallel_workers deixou o plano pedindo dois workers, mas a consulta rodou sem eles. O plano tinha equipe; na execução, compareceu só o líder. Para desativar o planejamento paralelo, o autor usa max_parallel_workers_per_gather = 0.

Tem mais um detalhe: a contagem é do cluster inteiro, mas o limite usado na comparação é o da sessão que faz o pedido. Isso não oferece isolamento de recursos entre sessões. Compare Workers Planned e Workers Launched no plano executado para ver o que aconteceu. O PostgreSQL 18 também oferece contadores de pedidos e inicializações nas estatísticas do banco e das consultas.

Fonte: Christophe Pettus — The Build.

w64devkit detalha assinaturas e releases que nem o autor pode trocar

Chris Wellons publicou em 20 de setembro uma retrospectiva do w64devkit, distribuição de compiladores e ferramentas de desenvolvimento para Windows. O balanço reúne mudanças do último ano, incluindo as assinaturas anunciadas em abril.

Segundo o mantenedor, todos os executáveis e DLLs são assinados com sua chave. Os builds e as assinaturas das versões passam pelo GitHub Actions, acionados por tags que ele publica. Depois de publicados, os artefatos das releases são imutáveis: nem o próprio Wellons consegue substituí-los. O velho download fica protegido até do dono tentando “só corrigir uma coisinha”.

Para você que usa a distribuição, a assinatura identifica quem assinou, e a imutabilidade impede a troca posterior daquele artefato. Bugs ainda podem estar no pacote; essas garantias cobrem a entrega.

Na parte de compilação, a distribuição x64 também gera programas de 32 bits. CMake e Ninja vêm incluídos, com Ninja como padrão do CMake empacotado.

Fonte: retrospectiva de Chris Wellons.

Destaques rápidos para hoje.

  • simdjson ganhou uma otimização para ler JSON usando SVE2, instruções de processadores ARM. Nos testes de Daniel Lemire, o parser completo melhorou 2–4% no Graviton 4 e 1–2% no Graviton 5. Para experimentar, você precisa habilitar SVE2 na compilação; o build padrão continua usando NEON. Fonte: Daniel Lemire.

  • datasette-auth-github 1.0 corrige logins que terminavam com a sessão do navegador. Faltava Max-Age nos cookies do plugin de login GitHub para o Datasette, ferramenta de publicação e exploração de dados. Simon Willison esbarrava nisso com frequência no Mobile Safari; a atualização corrige o comportamento. Fonte: anúncio de Willison.

  • O autor do HellGates relata que GPT-6 resolveu seu desafio de engenharia reversa em cerca de 20–30 minutos. A CPU simulada tinha proteção criptográfica fraca do estado, permitindo replay após remover a ofuscação. O resultado vale para esse desafio: complicar a aparência deixou a fraqueza intacta. Fonte: relato de XutaxKamay.

  • ZK-JPEG estuda como provar compressão e edições permitidas sem revelar a imagem original. Recebido pelo ePrint em 15 de setembro e aprovado no arquivo em 17, o trabalho descreve provas de conhecimento zero ligadas a um compromisso criptográfico da entrada. A verificação cobre as transformações; a veracidade da cena fotografada fica fora desse alcance. Fonte: paper no IACR ePrint.

Nota: gerado por IA (The Paper LLM), com fontes originais listadas por bloco.

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